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Debate -Maçonaria e outras associaçoes cívicas

Debate -Maçonaria e outras associaçoes cívicas


A comunicação social, entidades privadas e políticos têm entrado no debate sobre a maçonaria.

Face ao actual debate, claramente telecomandado, com objectivos políticos, e depois do papel lamentável desempenhado por certos órgãos do Estado, designadanmente pelo Presidente da República, a propósito da nomeação do actual Procurador-Geral do Estado, no tempo do anterior Grão-Mestre do GOL, não posso deixar de dizer algo.

Começo por referir que eu próprio voltei a aparecer referido, agora em recente artigo do Diário de Notícias (depois, antes, ter sido destacado na Revista Sábado), no final de 2011, como sendo ou tendo sido membro do GOL.

Antes dizia-se que eu era membro da Opus Dei, pois li o Monsenhor e detenho uma quota na Cooperativa Planalto, proprietária dos colégios ligados à organização, onde meu filho estudou, tal como a minha filha no Colégio Manuel Bernardes.

Nunca disseram, isso sim, infelizmente que era da poderosa Trilateral. 

E também têm dito (embora tenha constatado que também há quem se tenha manifestado admirado com a minha ligação a partidos) que sou do PSD ou que fui de esquerda antes do 25 de abril e depois ainda acumulei o MDP com o PPD...

Eu consideraria mais útil à sociedade e à democracia que nao se repetissem em Portugal episódios, hoje de grande originalidade, a nível mundial, de se pretender conhecer as ligações particulares de cada um à maçonaria(à religiao, à raça, etc.), em vez de se avaliarem as pessoas segundo o seu mérito e actos, ou seja conhecimentos e comportamentos concretos.

Por que tenho que dizer que sou da Birldberg ou da Trilateral ou da Opus Dei ou da Maçonaria ou do Partido A ou B? Nao será nos partidos que hoje estao os membros mais cegamente obedientes dos líderes? Com efeito, nao é na Maçonaria mas noutros espaços de organizaçao que estão, não os mais solidários, mas os mais obedientes grupos de pressão e influência no Estado. Em sistema de partidocracia atual, uns poucos mandam no governo e no partidp e no Parlamento e, mantendo as fichas dos antigos jotas, transformados, após os cursos, em juízes e agentes do Ministério Público, até na organização judicial). Católico ou protestante desta ou daquela loja? E Testemunha de Jeová, também tem de declarar? 

Ou: é só a maçonaria que é secreta ou meio secreta? Ou alguém pensa que é só ela que tem quadros bons capazes de ser políticos, primeiros-ministros, ministros deputados, Presidentes, juízes, Procuradores, etc.?

Porque é que eu, quando em meados da década de noventa, apresentei e forçei propostas que seriam eficazes contra a corrupção, e não só palavras e textos com buracos ou inconsequentes, fui torpedeado e acabei por deixar a Assembleia da República?

E porque é que o confesso mação Cravinho, quando apresentou também propostas nesse sentido, em geral na linha das minhas, porque eram eficazes, foram criticadas por serem ... inconstitucionais.

Se a questão nalgum aspecto era essa e valia a pena prosseguir nessa linha, alterava-se a COnstituição para esse efeito; e aliás tudo ficou sem seguimento, mesmo as propostas cunhadas de constitucionais, e ele acabou por ser convencido a ir para um cargo europeu?

Ao tema e à necessidade de transparência dos poderes públicos me refiro no livro saído em Maio passado e noutro, em termos muito mais desenvolvidos, a publicar neste trimestre no estrangeiro (numa Editora Académica Alemã, filial espanhola - de nome "editora academica española"-, já à venda, mesmo online).

Quanto ao partido em que se milita, sim, devia dizer-se no acto de nomeação para empresa e cargos públicos. Et pour cause! E os políticos jogarem na bolsa, não? Nao há probelmas com conhecimentos priveligiados? E políticos sairem de funções e irem direitos para empresas que favoreceram para as gerirem depois como administradores, como é permitido, numa osmose corruptora da funçao política?

As democracias têm vindo e ido e, com a sua ida, os mações têm dado a vida. Para quê há-de uma democracia crer na sua eternidade e obrigar membros de organizações que, ao longo da história, foram perseguidas sem qualquer razão, que não o obscurantismo, a terem de anunciar a sua pertença às mesmas?

Isto nem Salazar, que tinha um dado preconceito neste campo, mas nomeava para lugares públicos de primeira importância muitos maçons, sabendo-o, quando lhe parecia que podiam desempenhar bem o cargo a atribuir. Esta democracia merece ser analisada, pois os seus actuais dirigentes e os donos do capital dos jornais têm muito que contar. E deviam começar por ler a Constituição no que lá está e no que lá não está.

Isto, independentemente da falsidade de se dizer (não que este ou aquele que é desta ou de outra organziação, é influente, de mérito, de bons costumes), que os maçons ou os da opus dei ou de outras organizações têm ou não muita influência na política ou noutras organizações. Pessoalmente, só erconheço que os sacerdotes têm muita influência nas Igrejas, nada mais me parece factualmente correcto.

Hitler e Franco, mal chegaram ao poder, abateram a tiro os maçons. E isto só porque os seus nomes chegaram ao seu conhecimento...

Em Portugal, pretende-se que para cargos uma pessa diga que nao é maçons e comprovado na organização  a pedido do Presidente ou declarado pelo próprio no Parlamento? e se A ou B for, não pode ser bom português e de mérito para cargos na nossa sociedade? Va aí um novo macarthismo? ou é só o princípio de uma nova Inquisição?

Fernando Condesso

(Sobre o tema da maçonaria-maçons, vide o n.º 2 da Revista da Maçonaria, ferereiro de 2012, à venda no Corte Inglês.