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Folhetins da crise portuguesa 9FEV2012

Folhetins da crise portuguesa 9FEV2012

 

A CRISE CONTINUA. Afinal é a Alemanha que toma conta de nós. Percebe que é preciso alongar os prazos de pagamento e ajustar a dívida secundária, feita muito sobre juros usurários. Talvez o Governo perceba que deve promover-se, sobretudo, a economia. Alterando algumas soluções do OE2012. Desde logo, não recorrendo a soluções “facilitistas” com os trabalhadores do Estado, aparentemente tidas como meio de cortar nas despesas públicas, mas de facto não nos gastos supérfluos da máquina, mas na única rúbrica especial, porque se trata de recursos humanos. Estes são trabalhadores do sector administrativo ou empresarial do Estado. Tal como podiam ser de empresas ou outras organizações particulares. Que são descriminados negativamente. Cortes salariais e nas reformas são cortes no consumo, logo na produção, aforro e investimento. Fonte de recessão. E, de qualquer modo, são “despesa” indiscutível do Estado-patrão. Não pode ser vista como despesa errada ou dispensável do Estado-aparelho da Comunidade. As receitas que mexem com os impostos e as despesas que mexem com os recursos humanos, de cidadãos que, por acaso, num dado momento, trabalham no Estado, são de uma ordem especial, que não pode ser mexida ao belo prazer do contabilista público. Só porque há necessidade de mais receitas ou de menos encargos a orçamentar? Quando precisamos de cortar nas despesas das nossas casas, podemos não ir de férias, vender o carro, se calhar a casa própria, deixar de ir ao cinema, comer menos nos restaurantes, etc., mas não podemos eliminar os membros da família. Uma coisa são despesas-despesa, coisa diferente é despesa-direitos laborais ou outros a que os cidadãos tenham jus. Esta despesa refere-se a trabalhadores-cidadãos (que não máquinas, robots que se podem descartar). Que belo exemplo, para as organizações privadas, que este Estado de Bem nos dá: há dificuldades, mesmo transitórias? Para quê cortar nos mercedes do patrão, se há solução imediata mais fácil: trabalhadores passam a ter menos salário, trabalhadores ficam sem subsídios do 13.º ou 14.º mês ou, se depois é fácil arranjar outros nas especializações em causa, certos dos atuais trabalhadores para a rua. Muito Bom.